Lungas Neto
LUNGAS NETO Design, UX & Estratégia de Tecnologia
Lungas Neto
LUNGAS NETO

A IST — Integral Solution Technology — trabalha com tecnologia desde 1993. No mesmo ano em que aluga robôs com inteligência artificial para restaurantes e hotéis, dá suporte em Cobol para o setor financeiro: uma linguagem dos anos 1960 que ainda sustenta o sistema bancário. Atende agronegócio, jurídico, seguradoras, universidades. São mundos que não conversam entre si, e a empresa atravessa todos sem trocar de identidade.O desafio do projeto não era representar tecnologia. Esse território já está ocupado por engrenagens, circuitos e redes de pontos ligados por linhas. O problema é que essas imagens representam conexão — e conexão pressupõe partes separadas que precisaram ser unidas. É o oposto do que a palavra "integral" quer dizer.Integrar não é ligar peças. É não ter peças soltas. Numa solução integrada, o cliente não percebe onde termina um sistema e começa o outro, onde acaba a equipe que instalou e começa a que dá suporte. Se ele percebe, a integração falhou. Uma empresa cuja qualidade central é não ter costura visível precisa de um símbolo onde a costura não apareça.

O símbolo é feito de uma linha só. O "i", o "S" e o "T" não são três letras desenhadas lado a lado: são o caminho de um traço único que sai, dobra, sobe, volta e forma as três letras sem se interromper em nenhum ponto. As letras existem porque a linha passou por ali.O traço é vazado — corre um vão branco por dentro dele, do começo ao fim. A linha não é uma parede, é um canal. Um traço maciço comunicaria estrutura; vazado, ele comunica passagem: o que atravessa o sistema, e não o que o sistema guarda.Há um único elemento solto na composição: o ponto do "i", em azul mais fechado. Ele é o começo — a demanda que chega, o projeto que ainda não tem forma. Está separado porque vem de fora, e é cortado na diagonal porque ninguém chega parado. Esse ponto tem exatamente a mesma cor do nome da marca ao lado: o que entra e quem recebe compartilham a mesma matéria. Dali em diante, a linha começa e não para até fechar.As três letras dividem o percurso em três tempos. O "i" é a entrada, curto e direto. O "S" é a letra que mais curva e mais trabalha — o meio do processo, onde está o esforço. O "T" é o que fecha, firme e estruturado, e sua barra superior se estende sobre o "S", cobrindo-o: a entrega se apoia no processo e o protege. Começo e fim terminam na mesma base, sustentando o meio.

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